
Muitos falam de
musas esbeltas e enxutas como Madonna, Kylie Minogue, Jennifer Lopez e até
Avril Lavigne (mesmo nem tendo 30 anos, oi?).
Mas chegar nos seus quase 43 com a disposição, energia e o tanquinho
perfeito de Gwen Stefani também não é pra qualquer um. A diva se reuniu com
seus amigos e botaram de novo o No Doubt na mídia, com o lançamento do novo álbum
da banda, o “Push and Shove”, trazendo todo o Ska de qualidade que estávamos
com saudade.
Após mais de uma
década sem lançarem um álbum de Inéditas, eles se uniram a Major Lazer, projeto
do DJ Diplo, conhecido pelas suas misturas das quais saem bons resultados como
o último álbum do Bonde do Rolê, e o hino “Bucky Done Gun” da M.I.A. E o
resultado foi bem positivo. Na canção título, “Push and Shove”, o DJ faz uma
participação junto a Busy Signal. A música mistura os elementos típicos da
banda com rap, num refrão arrastado.
O primeiro single
abre o disco, “Settle Down”. É contagiante, e um bom cartão de boas-vindas a
banda: tanto a quem está a conhecer agora, quanto quem está com sede desde o
último material; uma vez que a música, pra mim, representa toda a essência do
No Doubt. Mesmo depois de ouvir o álbum algumas vezes, ainda é pra mim a melhor
música do cd. A segunda, Looking Hot já é cativante, tanto que será o próximo
single, segundo a gravadora. A música é agitada, tem bom refrão.
“One More Summer”
entra no clima californiano da banda, falando sobre amores de verão que
persistem no decorrer dessa estação. E é exemplar de uma boa tendência do
álbum: elementos nostálgicos em sua melodia. “Easy” é uma canção simples, mais lentinha,
que remete muito as baladinhas dos álbuns solos de Gwen Stefani. Seguindo a
linha calma. “Gravity” vem com uma letra fofa, onde ela contempla a
sorte de terem um ao outro, como um tecladinho tão amor!
“Undercover” tem uma pegada legal, atrelada a versos onde falam das
dificuldades de se desvendar a outra pessoa quando se está numa relação. Já
Undone vem como a mais dramática do cd. Uma típica baladinha, onde Gwen lamenta
a solidão e tristeza de ser largada.
“Sparkle” é a mais reggae do cd, e a que eu demorei mais a acostumar.
Remete bastante ao som já feito pelos caras nos cds anteriores, um prato cheio.
Heavent tem um pouco de dupset, mas não se torna farofa. Nossa musa compara seu
amor com o Paraíso e seu homem com o Criador. Por último temos “Dreaming the
Same Dream”. Novamente em clima nostálgico, a vibe 80’s/90’s encerra o cd.
A única falha do cd, pra mim, são as músicas longas, mas mesmo isso não
tira a graciosidade do cd. Ele pode soar um pouco cansativo a aqueles que estão
começando a ouvir no Doubt agora e não estão acostumados com muito Ska. Mas o
álbum é o melhor comeback possível. O disco se tornou atemporal: é um disco que
soa atual sem perder aquela sonoridade dos anos 90 quando a banda estourou.
Gwen disse em entrevista recente que sua carreira solo
foi algo passageiro, que não voltará. Apesar dos dois discos excelentes
lançados, depois de Push and Shove, pro Teteus aqui ela nem precisa cogitar
parar o No Doubt de novo.
segunda-feira, setembro 24, 2012




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