Resenha | Push and Shove (2012) - No Doubt


Muitos falam de musas esbeltas e enxutas como Madonna, Kylie Minogue, Jennifer Lopez e até Avril Lavigne (mesmo nem tendo 30 anos, oi?).  Mas chegar nos seus quase 43 com a disposição, energia e o tanquinho perfeito de Gwen Stefani também não é pra qualquer um. A diva se reuniu com seus amigos e botaram de novo o No Doubt na mídia, com o lançamento do novo álbum da banda, o “Push and Shove”, trazendo todo o Ska de qualidade que estávamos com saudade.

Após mais de uma década sem lançarem um álbum de Inéditas, eles se uniram a Major Lazer, projeto do DJ Diplo, conhecido pelas suas misturas das quais saem bons resultados como o último álbum do Bonde do Rolê, e o hino “Bucky Done Gun” da M.I.A. E o resultado foi bem positivo. Na canção título, “Push and Shove”, o DJ faz uma participação junto a Busy Signal. A música mistura os elementos típicos da banda com rap, num refrão arrastado.


O primeiro single abre o disco, “Settle Down”. É contagiante, e um bom cartão de boas-vindas a banda: tanto a quem está a conhecer agora, quanto quem está com sede desde o último material; uma vez que a música, pra mim, representa toda a essência do No Doubt. Mesmo depois de ouvir o álbum algumas vezes, ainda é pra mim a melhor música do cd. A segunda, Looking Hot já é cativante, tanto que será o próximo single, segundo a gravadora. A música é agitada, tem bom refrão.

“One More Summer” entra no clima californiano da banda, falando sobre amores de verão que persistem no decorrer dessa estação. E é exemplar de uma boa tendência do álbum: elementos nostálgicos em sua melodia.  “Easy” é uma canção simples, mais lentinha, que remete muito as baladinhas dos álbuns solos de Gwen Stefani. Seguindo a linha calma.  “Gravity”  vem com uma letra fofa, onde ela contempla a sorte de terem um ao outro, como um tecladinho tão amor!


“Undercover” tem uma pegada legal, atrelada a versos onde falam das dificuldades de se desvendar a outra pessoa quando se está numa relação. Já Undone vem como a mais dramática do cd. Uma típica baladinha, onde Gwen lamenta a solidão e tristeza de ser largada.

“Sparkle” é a mais reggae do cd, e a que eu demorei mais a acostumar. Remete bastante ao som já feito pelos caras nos cds anteriores, um prato cheio. Heavent tem um pouco de dupset, mas não se torna farofa. Nossa musa compara seu amor com o Paraíso e seu homem com o Criador. Por último temos “Dreaming the Same Dream”. Novamente em clima nostálgico, a vibe 80’s/90’s encerra o cd.



A única falha do cd, pra mim, são as músicas longas, mas mesmo isso não tira a graciosidade do cd. Ele pode soar um pouco cansativo a aqueles que estão começando a ouvir no Doubt agora e não estão acostumados com muito Ska. Mas o álbum é o melhor comeback possível. O disco se tornou atemporal: é um disco que soa atual sem perder aquela sonoridade dos anos 90 quando a banda estourou. Gwen disse em entrevista recente que sua carreira solo foi algo passageiro, que não voltará. Apesar dos dois discos excelentes lançados, depois de Push and Shove, pro Teteus aqui ela nem precisa cogitar parar o No Doubt de novo.




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