Resenha | Babel (2012) - Mumford And Sons


Artista: Mumford And Sons
Álbum: Babel (2012)

Nesse meu tempinho de DDJ, confesso que nem todas as resenhas vieram de maneira fácil, mas essa, especialmente, merece uma estrelinha em dificuldade. Quaaase deixei passar, mas considerando o sucesso dos índices de vendas, as diversas críticas e o grande f*da-se da própria banda pra tudo isso, nada mais justo de compartilhar a nossa opinião sobre o novo trabalho do Mumford & Sons!


Babel, o segundo disco da aclamada banda inglesa, foi lançado no mês passado e, em uma semana, vendeu mais de 600 mil discos nos Estados Unidos, superando Justin Bieber, que despontava como o mais vendido do ano em curto período. Todavia, ao analisar o quesito de vendas, é necessário (e compreensível) lembrar que fã que é fã compra qualquer coisa, independente da qualidade, e M&S é o tipo de grupo que cativa o público a esse ponto (em outras palavras, fã chato cabeçudo mesmo) e pra eles, o disco foi não só criativo, como inovador e essencial para a evolução musical da banda. Já para os fãs mais cri-cris e a crítica (tão chatos quanto, por sinal), é tudo um monte do mesmo, músicas exatamente iguais ao ‘Sigh no More’, o cd estreante lançado três anos antes. De costume, eu diria que tá tudo mundo errado, mas dessa vez, incrivelmente, estão todos certos. É um CD bom, realmente bom, cativante, letras bonitas e todas com qualidades o suficiente para se tornar um hit. Em menos palavras, exatamente igual ao primeiro disco.


O primeiro single do disco, ‘I Will Wait’, já divulgado na nossa página do Facebook segue já a famosa receita do grupo: bateria marcante, banjo bem trabalhado, referências (diretas ou não) à religiosidade do líder do grupo, Marcus Mumford, refrão no estilo pegajoso pra todo mundo ficar repetindo sem parar. O mesmo para ‘Whispers in the Dark’, ‘Holland Road’ e ‘Lover of the Light’.


Há um certo amadurecimento nas composições, que ainda tem, em sua totalidade, de caráter romântico, mas sem a pieguice graciosa  de ‘Little Lion Man’ ou ‘The Cave’, que, confesso, me deixou um pouco saudosa. Mas, em compensação, há melodias como ‘For Those Below’ e ‘Lovers’ Eye’ para se afogar em mel. A esta lista, também se soma ‘Where are you know?’, uma entre as três faixas adicionais da versão Deluxe, faixas essas que, para mim, se destacam entre as melhores, incluindo até mesmo um cover lindíssimo de ‘The Boxer’ do Simon & Garfunkel, lançado primeiramente no último disco do Jerry Douglas, Traveler.



Resumindo, o CD é bom e vale a pena ser ouvido, mas não ganha pontos por criatividade, considerando os trabalhos passados. Porém, como já diz o ditado, ‘em time que está ganhando não se mexe’.


Só vale perguntar agora até quando isso vai ser verdade.


2 comentários:

Marcella disse...

Sim,todas as músicas exatamente iguais ao Sigh no More, um cd que me cativou de um jeito como poucos. Mais do mesmo foi o que eu sempre quis. Babel está sensacional!

Samia disse...

Tem como não derreter ao ouvir ele cantar "I will wait/ I will wait for you"? <3

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