Resenha | Four (2012) - Bloc Party

Artista: Bloc Party
Álbum: Four (2012)

Eu tenho ouvido o novo álbum do Bloc Party há algum tempo, mas não tive a chance de descrevê-lo por estar viajando pela Inglaterra. Aliás, essa é uma banda que surgiu por esses lados de cá. Começou em Londres, em 2000, mas a banda só ganhou esse nome em 2003. O "Four", quarto álbum da banda (claro, duh), é possivelmente um dos melhores da carreira da banda, e demorou cerca de 4 anos para ficar pronto. Quase um numero apocalíptico, né?!

O primeiro álbum, Silent Alarm, lançado em 2003 foi escolhido naquele ano, como o melhor do ano pela revista NME. Musicas como "Helicopter", "Positive Tension" e "Blanket" entraram de vez para a história do indie-rock mundial. O segundo álbum chamado de "A Weekend in the City" é mais calmo e aborda letras que falam de drogas e homossexualidade. Em 2008, o terceiro álbum chamado "Intimacy" chegou ao oitavo lugar do UK Albums Chart. e 18º na Billboard. Agora chegou a vez do "Four", o qual conta com músicas que ainda não fizeram o sucesso do primeiro álbum, mas é tāo bom quanto.



Os fãs de Bloc Party cresceram bastante desde 2003, e a banda também. É um álbum muito mais maduro. A primeira música, "So He Begin to Lie" possui quase um minuto de solo de guitarra e bateria e deve ser uma das músicas que mais irá levantar o público em seus shows. A segunda música exemplifica bem a sonoridade mais dark do álbum. "3x3" é quase um sussuro, seguido de gritos que soam quase em tom apocalíptico com uma letra que fala "No one loves you". Pretty heavy. "Octopus" relembra bastante os hits de sucesso da banda. Uma guitarra quase hiperativa toma conta da musica juntamente da voz num tom bem "softly" do vocalista da banda. É a música mais radio-friendly do album. A quarta musica, "Real Talk" é mais lenta, quase romântica e relaxante. A letra não é tao interessante, mas o ritmo "smooth" me agrada bastante.



Uma das músicas mais aclamadas e comentadas pela critica é "Kettling" e a sonoridade é comparada com Smashing Pumpkins. É talvez uma das músicas mais essenciais ao album. Um solo de guitarra quase espetacular pode ser observado durante a mesma. Seguindo temos "Day Four", que praticamente pulsa e relembra um pouco de The Cure. A letra da música é bastante interessante e dark:

I’ve felt death
Rising from me
From my fingers
And out my mouth

Ao começo de "Coliseum" você se depara com uma duvida. Continuar a ouvi-la ou nao? Ela parece quase amadora e um tanto chato, ate o som começar a ficar mais sombrio e acelerado. A sonoridade lembra um pouco a banda Deftones. "V.A.L.I.S" tem uma melodia interessante, e um clímax simplesmente perfeito. O nome da musica é provavelmente uma homenagem à ficção cientifica criada por Philip K. Dick e significa "Vast Active Living Intelligence System", uma visão agnóstica do mesmo em relação a Deus. "Team A", nona musica é boa, mas deve-se destacar a evoluçāo da mesma depois da sua metade, principalmente quando se ouve "I'm gonna ruin your life".



As outras musicas que merecem destaque são: "Truth", que te vicia desde o começo com o ritmo da guitarra, "The Healing", e a paz que a mesma passa, e a hardcore punk "We Are Not Good People", que nāo só incrementam o álbum, como sāo essenciais para a composiçāo do album. 



Normalmente as bandas tentam se reinventar com o tempo, e o Bloc Party fez justamente o contrário nesse álbum, tentando voltar as suas bases que lhe garantiram o status que hoje tem. A Decisão foi um tanto acertada, já que, com o novo álbum, a banda conseguiu se recuperar de um álbum anterior nao muito bem recebido pela critica.



"Mean" e "Leaf Skeleton" sāo as musicas que aparecem como bonus track do album. 



1 comentários:

Victor (Viih) disse...

Fiquei com preguica de colocar todos os acentos and stuff... muito chato colocar acento nesse computador novo. Sorry a quem se sentir incomodado.

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