Resenha | The Truth About Love (2012) - P!nk


Álbum: The Truth About Love (2012)
Artista: P!nk

P!nk é um dos maiores exemplos de ascensão da atualidade. Quando ela surgiu a mais de dez anos atrás, não se botava tanta fé nela. Afinal aquela rebeldia jovial poderia ser passageira e ela teria talento suficiente para seguir em frente? Daí veio a confirmação. A cantora teve a melhor audácia de amadurecer sem perder aquele feeling (e sem parecer uma ridícula perdida no tempo). P!nk casou, separou, reatou e teve um bebê. Quanto sua carreira, ela só subiu: pela primeira vez, P!nk tem seu CD estreando como o mais vendido. The Truth About Love foi sucesso de crítica, e pro meu gosto, não foi diferente.


O carro-chefe do álbum foi Blow Me (One Last Kiss). De inicio achei que seria só mais uma So What, mas depois da primeira apresentação ao vivo, a música me pegou, mostra aquilo que só ela tem. Outra faixa assim é Slut Like You, musica de letra revoltada, que conta com Sample do hino Song 2, do Blur. P!nk ainda faz referência a outro hino, Walk This Way, do Aerosmith, na faixa Walk Of Shame. Are We All We Are? cumpre bem seu papel de abrir o CD.


A escolha para segundo single foi Try, que já vendeu bem no Itunes antes mesmo de maiores divulgações, como o clipe. É a única musica do álbum que P!nk não se assume como compositora principal. A letra fala que mesmo difícil, deve tentar-se amar. P!nk tem uma bagagem pra isso (taí a pequena Willow como prova de que valeu a pena tentar o casório mais uma vez com o mesmo marido). O tema ainda volta a ser abordado na faixa título, The Truth About Love.  Beam Me Up e The Great Escape vêm alimentar, provavelmente, a parte acústica da futura turnê.


P!nk conta com três colaborações nesse álbum. Ou melhor, quatro. Sua bambina, Willow, toca sininhos em How Come You’re Not Here. Eminem, que já tinha feito outra parceria com a cantora, aparece com Here Comes The Weekend. Não achei a faixa grande coisa (assim como Where Did The Beat go?), e a participação de Eminem nem fez tanta diferença.  Já a participação de Lily Rose Cooper, que pra quem não sabe é o novo nome artístico de Lily Allen, é perceptível na letra de True Love. Casou-se muito bem o clima das duas cantoras, ambas peculiares no que faz, mas a parte cantada por Lily também não chama tanta atenção. Talvez isso mostre como P!nk pode mandar bem sozinha. 


O mesmo não ocorre em Just Give A Reason, que tem a participação do vocalista do Fun. Nate Ruess. A faixa é sem dúvida a melhor do CD. O encontro dos dois, donos de vozes tão únicas, numa letra e melodia impecáveis, grita pra ser lançada nas rádios e ser sucesso. Perfeita!


P!nk só cresce, e cada vez mais aparece. Deve ser legal viver seu auge agora, depois de tanto tempo de carreira. Talvez o segredo de P!nk seja fazer algo que outros não fazem, sem perder a identidade e se render ao que é comercial demais pra se promover. Ela não precisa disso. E é assim que o mundo musical precisa dela.



2 comentários:

Filipe Moreira disse...

É bonito ver a P!nk como uma das poucas artistas que continua em plena ascensão na carreira. Seus singles são cada vez mais reconhecidos, seus álbuns cada vez mais estáveis em vendas e a qualidade só cresce com o tempo. The Truth About Love, é o típico álbum que mostra uma artista de identidade única, já que vemos a mesma Alecia do 'Missunderstood' só que com um som que foi amadurecido com a idade e as experiências. Acredito que ela ainda é muito subestimada no mercado, mas acredito, também, que ela vai crescer cada vez mais.

Lucas pires disse...

Depois do Funhouse eu pensei que o próximo CD ia ser mais fraquinho, Putz que engano.

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